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O francês está de volta!


O francês está de volta!

O francês está de volta!

O francês está de volta!

O francês está de volta e se houve um tempo em que as elites só ambicionavam saber “tocar piano e falar Francês” para deslumbrar, hoje trata-se de falar essa língua para “dar cartas” no mundo global.

Se há alguns anos a situação do ensino da língua francesa em Portugal parecia ameaçada por outros idiomas resultantes da comunicação global, hoje o contexto é outro e reverte também a favor do Francês.

 

Numa altura em que a CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e a OIF (Organização Internacional da Francofonia) cruzam e articulam dinâmicas de projeção das suas línguas, é impossível não registar dados gerais e estatísticos que apontam para uma representação diferenciada do Francês no nosso país.

São estes, a título de exemplo: a presença de uma forte comunidade francófona visitante ou instalada, investimentos franceses significativos que implicam a fluência em Francês e que condicionam a contratação (sendo que a França é o primeiro criador estrangeiro de empregos em Portugal), bem como o reforço da cooperação educativa bilateral em consonância com o projeto de criação de um Espaço europeu da educação que envolverá o reforço da aprendizagem das línguas estrangeiras – pelo menos duas – num âmbito alargado de fomentação do plurilinguismo.

 

Ora a implementação plena do Acordo intergovernamental de cooperação educativa e linguística firmado e ratificado recentemente entre Portugal e a França (maio de 2019) deverá relançar, dinamizar  e desenvolver aquelas que são já modalidades arrojadas de aprendizagem do Francês entre nós: a existência de trinta Secções Europeias de Língua Francesa que oferecem aos alunos das escolas públicas portuguesas uma educação bilingue, a presença recíproca de assistentes de língua, mas também de estagiários Erasmus+ nas escolas dos dois países para fomentar um contacto mais autêntico com a língua em estudo, a oportunidade oferecida aos alunos portugueses de certificar o seu nível de Francês através dos exames internacionais DELF/DALF, etc.

Todos estes projetos permitem de algum modo assegurar um contacto prolongado e eficaz com a língua francesa nas várias fases da sua aprendizagem e da sua prática.

Leia na íntegra o artigo de opinião do Jornal Público escrito por Maria de Jesus Cabral (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa) e José Domingues de Almeida (Faculdade de Letras da Universidade do Porto), respectivamente, presidente e vice-presidente da APEF – Associação Portuguesa de Estudos Franceses e  pela presidente da APPF – Associação Portuguesa dos Professores de Francês, Christina Dechamps.